O Governo angolano, do MPLA há 50 anos, considerou hoje que a paz conquistada há 23 anos tem de ser consolidada todos os dias e que os cidadãos precisam de caminhar juntos na construção da estabilidade e no fortalecimento e respeito pela cidadania. Como prova do seu esforço, o regime do general João Lourenço conta com 20 milhões de pobres, com a corrupção, o nepotismo, a mortalidade infantil, a malária a cólera etc. etc. etc..
A vice-Presidente do reino, Esperança da Costa, defendeu que a paz e reconciliação representam o significado das etapas históricas que uniram milhares de angolanos imbuídos de sentido patriótico, até mesmo aqueles milhões que continuam a tentar aprender (sem êxito) a viver sem comer
“Mas, precisamos de caminhar juntos na construção da estabilidade e do compromisso de contribuição positiva para com a paz, engrandecermos o país, fortalecendo o respeito pela cidadania e pelo orgulho dos feitos dos nossos heróis”, afirmou a governante.
Num discurso nas celebrações do 23º aniversário do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, que decorreu hoje na nova província do Moxico Leste, Esperança da Costa disse que a paz conquistada em duas décadas tem de ser consolidada todos os dias. Tem razão. Tem de ser consolidada todos os dias, até mesmo por todos aqueles que nem todos os dias sabem o que é uma refeição.
A consolidação da paz deve acontecer nos lares, nas aldeias, nas comunas, “mas também em cada acção política, económica, social, para que a nossa pátria seja para todos os angolanos um recanto de justiça social, harmonia e desenvolvimento onde cada angolano possa sonhar, realizar os seus objectivos e ser feliz”, referiu.
“A Angola que todos almejamos depende de cada um de nós”, disse a governante, observando que o 4 de Abril é um tributo aos que, com coragem e determinação, sacrificaram as suas vidas, famílias e sonhos por uma Angola soberana e em paz, sendo que – na óptica co MPLA – paz significa ausência de guerra e não dar de comer a quem tem fome, e são muitos milhões.
De acordo com Esperança da Costa, os ganhos da paz em Angola são evidentes e reflectem-se nos mais variados domínios, nomeadamente no desenvolvimento do capital humano, ensino, formação técnico profissional, saúde, estradas e infra-estruturas. Tudo domínios que estão bem pior do que no tempo colonial, arrasando a tese do general Presidente que diz que o MPLA fez mais em 50 anos do que os portugueses em 500.
De modo a aumentar as taxas de escolaridade a todos os níveis e em todo o território nacional, o executivo angolano “continua a realizar investimentos em infra-estruturas escolares para o alargamento da rede escolar, para que mais angolanos tenham acesso ao sistema de educação e ensino”, disse.
A vice-Presidente de Angola enalteceu igualmente os “ganhos” no domínio da saúde, constituído actualmente por 3.346 unidades, entre hospitais de referência, postos médicos, “o que se traduziu no aumento de 4.899 camas hospitalares no Serviço Nacional de Saúde”, frisou, alheia às notícias de hoje que revelaram que os casos de cólera (por exemplo) totalizaram 396 mortes e 10.422 infecções desde o início do surto declarado em Janeiro.
A vice do general João Lourenço assinalou também que fruto de “elevados investimentos” efectuados nos serviços de proximidade e acesso aos cuidados primários de saúde, o país registou a “redução da mortalidade materno-infantil e a transformação do Serviço Nacional de Saúde”, sendo certo – reconheça-se – que o MPLA consegue garantir (e provar) que antes de morrem todos os angolanos estavam… vivos.
Para garantir a segurança alimentar, Esperança da Costa deu conta que foi aprovada a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar que “prioriza” a transformação dos sistemas produtivos atuais, aumentando de forma sustentável e diversificada a oferta de produtos agrícolas pecuários, florestais e pesqueiros. Acresce que o MPLA também implementou as grandes superfícies abastecedoras onde se alimentam, gratuitamente, milhões de angolanos e que noutros países são conhecidas por… lixeiras.
O país vai contar com três laboratórios agro-alimentares nas províncias do Zaire, Namibe e Moxico, visando o alcance da cobertura universal, o desenvolvimento da rede sanitária, notou com a eloquência e o eruditismo que se lhe reconhece.
“A paz e a estabilidade criam condições adequadas para o desenvolvimento, o bem-estar e harmonia entre os angolanos, pelo que destacamos o papel crucial da mulher na promoção e manutenção da paz em todos os tempos”, afirmou. E afirmou bem. Desde logo porque as angolanas continuam a gerar filhos com fome, a vê-los nascer com fome e a morrerem pouco depois com fome.
Para uma Angola mais próspera “continuaremos a aposta na mulher, vamos dar-lhe maior acesso a terra, ao crédito aos mercados e continuar a combater todas as formas de discriminação”, concluiu (depois de uma lauta refeição) Esperança da Costa.